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CORINTO

Área: 2.541 Km2
Temperatura Média Anual: 23o C
Distância da Capital: 205 Km
Rodovias que servem ao Município:
BR 135 e MG 220
População: urbana 20.450 hab. - rural 4.228 hab.
Atividades Econômicas: agricultura e pecuária exploração de quartzo e cristais de rocha

Breve História

O povoamento e como conseqüência o surgimento de pequenos povoados em Minas Gerais deveu-se originalmente ao sucesso da mineração. Atividade itinerante e bastante marcada pelo acaso, a mineração foi causadora de diversificação de atividades não mineratórias, tanto nas zonas urbanas como no campo. Curralinho, nome inicial de Corinto, surgiu desta característica: terras de Sesmaria onde se instalou, por volta de 1705, um engenho de açúcar, provavelmente um dos primeiros em Minas Gerais, de acordo com Diogo de Vasconcelos. A produção açucareira na Capitania enfrentou restrições da metrópole que proibiu a existência de canaviais e engenhos em terras mineiras.
Segundo o historiador Raimundo Lima, no início do século XVII, antes das descobertas das minas, começaram a chegar os baianos e paulistas explorando a pecuária e alguma agricultura de subsistência. Em 1650, já se tem notícia da Fazenda da Garça, constituindo-se na maior Sesmaria da região, compreendendo terras dos municípios de Corinto e Morro da Garça. Um dos proprietários, João Tavares da Rocha, falecido em 1722, deixou 900 reses conforme testamento. Presume-se que o seu rebanho tenha se iniciado muito antes. A fazenda, situada a poucos quilômetros da sede de Corinto, foi o estabelecimento mais antigo da região, de acordo com Lima. Outra antiga propriedade foi a Fazenda Jacobina, fundada e explorada pelo coronel Martinho Afonso Vianna. Waldemar de Almeida Barbosa, referindo-se a atividade destas fazendas, diz que "o sesmeiro que se estabelecia, tinha, como preocupação inicial, depois de ter feito o rancho, plantar algumas ramas de mandioca, forma de garantir o alimento para a família e as criações". A mandioca acompanhou o povoamento de toda a região do vale do São Francisco. O milho foi outro destaque na cozinha mineira desde o setecentos. Uma diversidade de receitas pode explicar o seu largo uso: pipocas, pamonhas, curau, bolos, cuscuz, angu, farinha, cerveja de milho, aguardente e canjica, entre tantas outras guloseimas. Arroz e feijão completam a alimentação mineira que incluiu até hoje a lingüiça, o lombo de porco e a sua variável na forma de torresmo, a carne de sol e a couve picada.


No princípio do setecentos foi construída a Capela de Nossa Senhora da Piedade do Pilar por frades carmelitas. A paragem do Curralinho, com o correr do tempo, formou-se um pequeno arraial reunindo um boticário, ferrador de animais e comerciantes. O terço, rezado em domicílio, passou a ser festa. Periodicamente, vinha o padre do Morro da Garça celebrar missas, quando havia grande número de batizados, casamentos e confissões. Esses eventos atraiam vendedores de comestíveis, bebidas e bugigangas dos arraiais próximos e da zona rural vizinha. O primeiro religioso a habitar a região foi frei Amaro do Santo Deus, que era também criador de gado.

O povoado de Curralinho, de acordo com Raimundo Lima, fazia parte do território do distrito do Pilar, município de Curvelo, criado pela Lei Estadual nº. 02, de 14 de setembro de 1891. Mas esse distrito só foi instalado em 1908, porém não no Pilar, mas no povoado de Curralinho, que, após a chegada da ferrovia, tinha atingido grande desenvolvimento. O nome Corinto foi sugerido pelo tipógrafo e jornalista Antônio Marta Pertence, com o apoio de toda a comunidade em 1923, ano em que foi criado o Município no dia 7 de setembro. 

BIBLIOGRAFIA

BARBOSA, Waldemar de Almeida. Dicionário Histórico e Geográfico de Minas Gerais. Belo Horizonte: Itatiaia, 1995.

CHRISTO, Maria Stela Libânio. Fogão de Lenha, 300 anos de cozinha mineira. Petrópolis: Vozes, 1984.


LIMA, Raimundo. O Campo da Garça - de João Tavares da Rocha a Ursulino Lima. Belo Horizonte: Edições Cuatiara, 1998.


Corinto

Igreja Matriz Imaculada Conceição

Ao fundo torre da Igreja Matriz

Praça da Igreja Matriz

Vista do centro

Prefeitura Municipal

Bar tradicional de Corinto

Centro de Cultura

Prédio da Fundação Casa de Cultura Raimundo Lima

Biblioteca da Fundação Casa de Cultura Raimundo Lima

Ante sala do teatro do Centro de Cultura

Colégio de Corinto

Dr. Raimundo Lima - médico e historiador que muito contribuiu para a história das cidades dos sertões.
   

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