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FELÍCIO DOS SANTOS

Área: 360 km2
Temperatura Média Anual: 19o C
Distância da Capital: 365 Km
Rodovias que servem ao Município:
BR 040, BR 135, BR 367 e MG 214
População: urbana 1.387 hab. - rural 4.415 hab.
Atividades Econômicas: agricultura, pecuária,
ind. alimentícia e mineração

Breve História

Município situado no alto do rio Doce foi criado pela lei nº. 2764, de 30 de dezembro de 1962, desmembrado de Diamantina. Sua formação deve-se ao intenso trânsito de tropeiros vindos pelo rio Araçui. O local foi chamado por algumas denominações curiosas, como Fábrica do Pena, possivelmente em alusão a um de seus primeiros moradores, Herculano Pena, depois Largo do Arrependido e, mais tarde, Grota Grande. Em 1953, quando se eleva a condição de distrito, recebe a denominação de Felício dos Santos, em homenagem a um ilustre diamantinense. Situada nos contornos da serra do Espinhaço, onde mais de oitenta por cento de seu território é ondulado e montanhoso, a cidade tem no Cab. Do Córrego do Gato sua altitude máxima, 1825 metros.
Conforme escreve o historiador João Dornas Filho, o tropeiro foi um fenômeno tipicamente americano. Uma tropa pode ser definida como várias "bestas de carga que fazem o transporte de mercadorias onde não há vias férreas ou fluviais, e seguem com os seus condutores como que em caravanas". E quanto ao tropeiro: "condutor de tropa; homem que viaja com cavalgaduras de carga, em cáfila, onde não há vias férreas e fluviais". O homem de hoje talvez não tenha idéia real do que seja uma "tropa", no sentido econômico assumido no Brasil. Grandes lotes de muares, esfalfando-se por centenas de léguas, estirando-se por todos os quadrantes para conduzir drogas do litoral e refluir à orla marítima com os produtos da terra - tal era a "tropa", o primeiro meio de transporte e comércio que o Brasil possuiu, e o seu maior elemento econômico e social de colonização e fixação do homem. A importância que o muladeiro e o tropeiro assumiram na história econômica do país, mormente depois da intensificação da cultura cafeeira, é das mais significativas e não foi ainda julgada com a atenção que merece. Numa época em que o correio não passava de uma instituição quase inexistente, o tropeiro era o único agente de comunicações, conduzindo as cartas, notícias, encomendas e recados de toda a espécie. Até a década de 40, tropas circulavam por toda Minas Gerais, notadamente na região de Felício dos Santos, transportando madeira para alimentar os altos fornos da Cia. Siderúrgica Belgo Mineira, em Sabará e João Monlevade.

BIBLIOGRAFIA

DORNAS, JOÃO FILHO.Transcrição de partes do trabalho do mesmo título publicado pela Universidade Federal de Minas Gerais de conferências pronunciadas no Primeiro Seminário de Estudos Mineiros, realizado de 3 a 12 de abril de 1956.



Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus

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Praça da Igreja Matriz

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Praça da Igreja Matriz

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Cena urbana 1

Casa azul 1

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Casario 1

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Casa azul 2
   

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