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GOUVEA
Área: 878 km2
Temperatura Média Anual: 19o C
Distância da Capital: 252 Km
Rodovias que servem ao Município:
BR 040, BR 135 e BR 259
População: urbana 7.178 hab. - rural 4.279 hab.
Atividades Econômicas: agricultura e ind. de transformação
Breve História
Gouvea surgiu no século XVIII como arraial, sendo edificada uma capela de Santo Antônio de Gouveia, filial da Matriz da Vila do Príncipe (Serro), em 1765. O historiador Augusto de Lima Junior, em seu livro "Capitania de Minas Gerais", aponta que "o arraial já existia em 1738, no termo do Serro Frio, em terras de lavras de Francisca de Gouveia".
Situada em região mineradora, Gouvea ainda hoje possui reservas minerais de quartzo. A cidade conheceu outras formas de atividade econômica a partir da crise da mineração. A pesquisadora Cláudia Chaves estudou o grande volume de concessão de direitos para o funcionamento de estabelecimentos comerciais, como lojas e vendas, e de guias de mascateação, demonstrando a grande efervescência das praças comerciais nas vilas da capitania mineira, a exemplo de Gouvea. Dentre os comerciantes que transportavam e vendiam suas mercadorias pelos caminhos de Minas, havia os mascates, vendedores ambulantes que não possuíam uma boa imagem entre as autoridades. Eram considerados contrabandistas em potencial e, por isso, estavam sobre constante vigilância. De acordo com a pesquisadora, em 12 de novembro de 1735, foi promulgado um bando para expulsá-los de Minas. Não obtiveram resultados e os mascates continuaram a circular por toda a Capitania durante todo o século. Os atravessadores constituíam outro núcleo de comerciantes. Compravam gêneros alimentícios nas mãos dos tropeiros ou, principalmente, de agricultores para revendê-los posteriormente aos moradores das vilas. Geralmente especulavam com o preço das mercadorias, estocando-as para forçar a alta dos preços. As autoridades administrativas da Capitania tentaram em vão coibir os atravessadores.
Conhecida nacionalmente por sua produção de alho, Gouvea colhe também arroz, feijão, cana, mandioca, milho e laranja. Possui um dos mais belos patrimônios naturais de Minas Gerais, composto pelo rio Parauna e o ribeirão Areia, pertencentes à bacia do rio São Francisco. Cerca de cinqüenta por cento de seu território é de montanhas, onde a altitude máxima é de 1.582 metros no Morro Redondo. Cachoeiras se encontram nas serras de Santo Antônio e do Chapéu do Sol e pelo córrego do rio Grande, onde existe uma lagoa com água morna.
BIBLIOGRAFIA
CHAVES, Cláudia Maria das Graças. Perfeitos Negociantes:
Mercadores das Minas Setecentistas.
Belo Horizonte: FAFICH/UFMG, 1995.
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