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GUANHÃES



Área: 1.079 km2
Temperatura Média Anual: 21o C
Distância da Capital: 244 Km
Rodovias que servem ao Município:
BR 120, BR 259, MG 229 e MG 232
População: urbana 17.130 hab. - rural 8.043 hab.
Atividades Econômicas: agricultura e ind. de transformação

Breve História

Guanhães, localizada na bacia do rio Doce, surgiu em 1821, de acordo com Inocente Soares Leão e suas Notas Históricas sobre Guanhães. Teria sido erigida uma capela a São Miguel e Almas em torno da qual se formou o núcleo de um povoado. Tornou-se paróquia em 1832 com a denominação de São Miguel das Correntes. Em 13 de setembro de 1831 foi elevada à categoria de cidade pela lei nº. 2776. Na divisão administrativa de 1911, tanto a comarca, como o município, apareceram com o nome de Guanhães.

Em 1926, o livro estatístico Minas Gerais em 1925, organizado e publicado no governo de Mello Franco, dava notícias sobre a vocação agro-pecuária da cidade. Notava-se a grande produção de café, fumo (de excelente qualidade) e uma diversidade de outros gêneros. Mas o grande destaque era para a indústria pastoril, com o registro da existência de um rebanho de cinqüenta mil cabeças de gado e cento e cinco mil suínos.

A pecuária foi uma atividade que se intensificou e prosperou, à medida que decaía a produção aurífera na Capitania das Minas Gerais. A região das lavras, sendo muito acidentada e desprovida de pastagens, não permitia a criação de bovinos nas suas cercanias uma vez que o pastoreio só poderia ser efetuado em pequena escala, por causa da natureza dos terrenos.

De acordo com a professora Mafalda Zemella, no seu livro O abastecimento da Capitania das Minas Gerais no século XVIII, durante muitos anos foi o porco o único animal criado nas vizinhanças das catas. O suíno não exige pastos extensos, por isso era criado em qualquer pedaço de terra, até nos quintais dos sobrados. 

As deficiências do abastecimento de carne bovina, no início da era mineradora, fizeram com que o porco se tornasse um animal doméstico estreitamente ligado à sociedade mineira. Sua carne tornou-se a base da alimentação e seu lombo tornou-se o prato típico da cozinha mineira, completado pela couve que medrava no fundo dos quintais. Alimentados com os restos de comida, os suínos viviam pacatamente nos pátios das casas, dentro das cidades. Em escala um pouco maior, eram criados em pastos pobres, emprestáveis para o boi, mas suficientes para o porco, porque se alimentava principalmente de milho. À medida que avançava o século XVIII, mais intensa se fazia a criação de suínos, que não só atendia às necessidades dos habitantes da Capitania das Minas, mas também permitia a exportação de carnes salgadas e toucinho para o Rio de Janeiro.

O gado bovino foi aparecendo nas Minas em conseqüência da política usual da Metrópole de conceder sesmarias, com a obrigatoriedade de instalar currais. Essa medida, entretanto, não foi suficiente para povoar de gado a Capitania. Durante muito tempo viveu o mineiro na dependência dos fornecimentos de boiadas que entrevam nas minas pelo caminho do sertão baiano.

A tradição da agro-pecuária permaneceu em Guanhães como atividade econômica importante. Até 1970, sessenta por cento de sua população ocupava a zona rural, invertendo-se esta tendência nos dias de hoje. Dados do IBGE (1990), registrava um rebanho de trinta mil cabeças de gado, além da produção de frutas como cana, banana e laranja. O setor de indústria de transformação é também uma realidade. A cidade atua no setor de vestuário e calçados, madeira, papel e papelão e metalurgia.



ZEMELLA, Mafalda P. O abastecimento da Capitania das Minas Gerais
no século XVIII. 
São Paulo: HUCITEC, 1990.


Guanhães - Igreja Matriz de São Miguel

Vista da entrada da cidade por Itabira

Vista da entrada por Sabinópolis

Praça da Igreja Matriz de São Miguel

Praça central de Guanhães

Capela

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