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JEQUITIBÁ
Área: 447 km2
Temperatura Média Anual: 22o C
Distância da Capital: 128 Km
Rodovias que servem ao Município:
BR 040 e MG 238
População: urbana 1.365 hab. - rural 3.683 hab.
Atividades Econômicas: agricultura e pecuária
Breve História
Situada à margem do histórico Rio das Velhas, Jequitibá está ligada ao Ciclo do Ouro. Sua condição de cidade data de 1 de janeiro de 1949, situando o município dentro da área metalúrgica de Minas. A maior parte de sua população trabalha na agropecuária produzindo principalmente cana-de-açúcar, feijão, milho e cuidando de um rebanho 17 mil cabeças de gado.
Uma tradição da cidade é a produção de aguardente, sendo famosa a antiga "Barra do Jequitibá" . Esta tradição nem sempre foi legal. A diretriz do governo luso tinha como princípio conservar a Capitania das Minas em estado de dependência com relação às outras, para que o real erário lucrasse mais com os direitos das entradas e, sobretudo para que não se desviasse braço da mineração. Desta forma, durante muito tempo, foi impedido o desenvolvimento das áreas de cultura, vedando o exercício da mais lucrativa: a cana-de-açúcar. No começo do século XVIII, muitos engenhos foram erigidos na região aurífera e empregados, sobretudo na destilação de aguardente de cana. A Coroa, além da preocupação com os braços levados para a lavoura, considerava também que tais fábricas concorriam para a perturbação pública, pelas desordens provocadas por negros embriagados. Proibiu, assim, em 1715, a instalação de novos engenhos. O prejuízo que o consumo da aguardente nacional causava aos fornecedores de aguardente do Reino com certeza irá ter influência nessa resolução. Em que pese às proibições, os engenhos se multiplicaram pelas Gerais. Os lavradores recorriam ao rei, invocando a seu favor o argumento de não terem minas de ouro em que empregar seus escravos.
Dentro das tradições católicas que nortearam o povoamento de Minas, Jequitibá possui a bela Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento, edificação atribuída aos meados do século XIX. Entretanto, conserva muitas características plásticas do século XVIII. Possui um detalhe raro: uma janela sineira ao nível do coro, no eixo da portada. A fachada é enquadrada pelos cunhais de madeira com pequeno capitel, base e pedestal. Na sua simplicidade essa igreja apresenta uma finura de detalhes e elegância de proporções notáveis. O interior é simples, bem como os elementos ornamentais do altar.
BIBLIOGRAFIA
SOUZA, Wladimir Alves de Souza (coordenador). Guia dos Bens Tombados.
Rio de Janeiro: Expressão e Cultura, 1984.
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