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PRESIDENTE
JUSCELINO
Área: 699 km2
Temperatura Média Anual: 22o C
Distância da Capital: 205 Km
Rodovias que servem ao Município:
BR 135, BR 259 e MG 421
População: urbana 1.235 hab. - rural 3.057 hab.
Atividades Econômicas: agricultura e pecuária
Breve História
Presidente Juscelino originou-se do rancho de tropas São Sebastião do Paraúna, às margens do rio Paraúna. Quando da construção da primeira ponte por escravos, torna-se distrito com o nome de Ponte do Paraúna. Sociedade patriarcal e escravocrata, assim era Minas Gerais, um complicado mosaico de grupo e raças, de novos imigrantes brancos, e de segunda e terceira gerações de americanos natos, e de novos escravos e de brancos nascidos em cativeiro, conforme relata Kenneth Maxwell. A população de Minas Gerais em 1776, excluídos os índios, era superior a 300 mil habitantes, o que representava 20% da população total da América Portuguesa e constituía a maior aglomeração da colônia. Os realizadores censitários classificam a população em grupos raciais, embora não apresentassem estatística sobre a proporção de escravo, relativamente aos homens livres. Mais de 50% da população era negra, integrada por africanos importados ou por brasileiros de pura herança africana. O restante da população era constituído por porcentagens de brancos e pardos.
Os negros escravos, cujo valor atingiu, nas Minas, o preço equivalente a um quilo de ouro, eram explorados ao máximo, sofrendo constante vigilância para impedir que se apoderassem do ouro extraído. Minas Gerais chegou a ter a maior população escrava africana das Américas. Diversas nações foram aqui trazidas pelo tráfico. No primeiro quartel do século XVIII, verificou-se predominância dos "negros minas", isto é, africanos de etnia sudanesa. Duas circunstâncias forçaram o declínio com a Costa da Mina: a queda do poder aquisitivo dos mineiros, com a diminuição das faisqueiras, e os prejuízos causados ali pela hostilidade dos holandeses. A predominância passou, nas Minas, para os Angolas, os Benguelas, os Congos, os Moçambiques, ou negros Bantos, originários do porto de Novo Redondo, porto situado ao norte de Benguela e de domínio português.
Também a população original foi composta de grupos diversos: em Minas eram da nação Tapuia quase todas as tribos com a designação genérica de Botucudos. Neles se incluem as nações dos Arari, Aimoré, Coropó, Coroado, Crenak, Guanhã, Maxacali, Pataxó, dentre outros. Na região do Norte de Minas viviam os Abatirá, beirando o rio São Francisco ; os Aranan e os Imbiru dominavam o médio rio Doce; os Giporok habitavam o Nordeste mineiro; os Goianá, que vieram com a bandeira de Fernão Dias, fixaram-se no vale do rio das Velhas; os Manaxós e Moxotós se espalharam pelo vale do Jequitinhonha.
BIBLIOGRAFIA
BATISTA, Valdizon, WILDHAGEN, Cid. Aspectos Gerais das Gerais.
Belo Horizonte: UNI/BH, 1994.
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