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SERRO


Área: 1.244 km2
Temperatura Média Anual: 19o C
Distância da Capital: 320 Km
Rodovias que servem ao Município:
BR 259 e MG 010
População: urbana 9.766 hab. - rural 9.575 hab.
Atividades Econômicas: agricultura, pecuária e ind. de transformação 

Breve História

Em 1701, o guarda-mor Antônio Ferreira Soares, estando à frente da expedição enviada pelo governador Athur de Sá, em 1701, descobriu as minas de ouro de Ivituruí, que significava "serro frio". A região já era conhecida por expedições anteriores de paulistas. As ocorrências de considerável riqueza nas cabeceiras do rio Jequitinhonha, definiram uma série de ranchos de que se originariam os primeiros povoados. A racionalidade do sistema produtivo adotado, isto é, a forma de exploração econômica aqui inicialmente introduzida, determinou a forma de organização social e do trabalho. As pessoas se congregavam nesses povoados em busca de atender às suas múltiplas necessidades, naquele ambiente de insegurança e incertezas, do que resulta uma sociedade marcadamente móvel e imprevisível em suas manifestações como o foi a mineração.

Logo, o arraial das Lavras Velhas do Ivituruí, primitivo nome da atual cidade do Serro, sentiu a emergência da urbanização como resultado da atividade mineratória. Aqueles que, movidos pela faina da aventura, demandavam a região em busca de riqueza rápida e que, tangidos pela incerteza, pela insegurança e pela instabilidade, cercados pelas desordens, tiveram de se submeter às autoridades da Capitania com a criação, em 1711, do cargo de superintendente das minas de ouro da região. Em 1714, com a abundância do ouro e o crescimento constante do arraial localizado próximo aos córregos do Lucas e dos Quatro Vinténs, ganhou a condição de vila. Em 1720, para resguardar os interesses fiscais da Coroa portuguesa, instituiu-se a Comarca do Serro Frio, com a sede na Vila do Príncipe, nova denominação do antigo arraial. Tomava assim o lugar um importante centro administrativo, exercendo o ouvidor ampla jurisdição no norte-nordeste da Capitania. Não obstante às restrições impostas à mineração do ouro em partes da região do Serro Frio após a descoberta dos diamantes, instala-se, em 1751, na Vila do Príncipe uma Casa de Fundição, para a qual passa a se encaminhar toda a produção aurífera da região, resultando na edificação de imponentes sobrados e monumentos religiosos, como em toda a região mineradora da Capitania.

Se a simplicidade e economia de recursos foram a marca dominante nas residências, o mesmo não ocorreu a respeito dos monumentos religiosos de então. Nos primórdios da colonização das Minas, as capelinhas eram precárias e diminutas - de barro cobertas por sapé. A partir de 1711, quando da edificação das Igrejas Matrizes, estas passam a contar com um partido mais complexo, comportando a nave, a capela-mor, sacristia e corredores laterais. Enquanto na região de Ouro Preto e Sabará, em 1760, passaram a utilizar pedra, quer nos alicerces, paredes, arremates dos vãos, ou mesmo com a finalidade ornamental, com a difusão do uso de pedra sabão, que, entalhada, passa a revestir as fachadas dos principais monumentos religiosos, cujo traçado inclina para as curvas, no Serro, devido à ausência de granito e da pedra sabão, as edificações são erguidas em madeira e barro, as fachadas são lisas e a ornamentação bastante simplificada. Isto não significa que a estrutura social não fosse complexa como a região de Ouro Preto e Sabará.

Assim como nas outras regiões mineiras, no Serro coube à própria sociedade erigir seus templos. O Senado da Câmara algumas vezes doava um pedaço de terra ou então, concedia uma licença para os devotos pedirem esmola e poderem, assim, construir uma capela ao santo devoto. Desse modo, as capelas existentes na região foram esforço das irmandades, que concentrando recursos advindos das cobranças das anuidades dos irmãos e de doações diversas, puderam cultuar seus santos com uma arte requintada.

Serro tornou-se cidade em 1838. A promoção a esta categoria sustou, de certa forma, o esvaziamento que se vinha processando desde o fim da exploração aurífera. Serro permaneceu como centro de interesses jurídico-administrativos da região, o que lhe valeu até a construção de bons casarões ainda no século XIX. 

BIBLIOGRAFIA

ÁVILA, Afonso (coordenador). Minas Gerais - Monumentos Históricos e Artísticos - Circuito do Diamante. Barroco - 16. 
Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1995. 

WILDHAGEN, Cid e BATISTA, Valdizon Taveira. Aspectos Gerais das Gerais. 
Belo Horizonte: UNIBH, 1994.


Serro - Vista da Praça Central

Prefeitura Municipal

Escola Estadual

Vista panorâmica 1

Vista panorâmica 2

Casario 1

Vista panorâmica 3

Casario 2

Vista panorâmica 4

Vista panorâmica 5

Casario 3

Casario 4

Vista panorâmica 6

Vista panorâmica 7

Vista panorâmica 8

Casario 5

Casario 6

Vista panorâmica 9

Vista panorâmica 10

Casario 7

Casario 8

Casario 9

Casario 10

Casario 11

Casario 12

Casario 13

Casario 14

Serro - Capela de Santa Rita


Capela de Santa Rita


Capela de Santa Rita

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