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Bias Fortes

Bias Fortes
A tradição conta a existência de um antigo quilombo onde hoje se acha o município de Bias Fortes. Parte importante da história da escravidão em Minas Gerais é a presença constante de movimentos de rebeldia, sobretudo sob a forma de organização de quilombos. Os quilombos não chegaram a desestabilizar a política escravista da metrópole. Ao contrário, a ausência de uma sociedade civil vertebrada tornou maior a presença do Estado, a truculenta interdição de tudo que pudesse consistir em organização independente, ao mesmo tempo reprimindo toda a forma de resistência como representaram os quilombos.
Quilombo, Dores do Quilombo e União foram as denominações de Bias Fortes, emancipado em 1938 do município de Barbacena. O nome é uma homenagem ao chefe político Crispim Jacques Bias Fortes. Foi promotor, juiz, advogado e fazendeiro. Exerceu o governo provisório de Minas em quatro ocasiões por indicação do Presidente Deodoro da Fonseca. Elegeu-se deputado estadual em 1891, senador constituinte em 1894, tornando-se o segundo governador eleito de Minas no mesmo ano. Como governador, transferiu a Capital, de Ouro Preto para Belo Horizonte. Foi o autor do anteprojeto da primeira Constituição mineira.
Ocupando uma área de 284 km2, tem topografia quase totalmente montanhosa, sendo a serra de Ibitipoca seu ponto mais elevado com 1.721 metros de altitude. Sua economia está baseada na agropecuária, destacando-se a produção de leite.
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