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Leopoldina

Leopoldina
O descobrimento de ouro criou pelo interior da província mineira uma diversificada economia, tendência esta que se acentuou com a crise da mineração. A crise acabaria alterando a política metropolitana. Com a queda da arrecadação de receita não mais preocupava o descaminho, ficando em desuso o preceito do velho alvará de 1733, que proibia a abertura de novas picadas para a Capitania de Minas Gerais. Abrem-se as comunicações para o litoral, algumas atravessando as Áreas Proibidas. Sítios, roças de subsistência e fazendas de gado eram essências da vida econômica. Terras são distribuídas para garantir a formação de lavouras ou conquistadas no roteiro do devassamento.
Terra dos índios Puris, a região onde hoje está a cidade de Leopoldina foi desbravada por forasteiros. As terras que cercam a cidade, e onde esta encravada, foram no ano de 1931 ocupadas por sesmarias e por posse primária, ainda em mata virgem, pelo Tenente Joaquim Britto e por Francisco Lacerda, considerados seus fundadores. Os aventureiros se instalaram às margens do Córrego Feijão Cru e dão início ao povoamento que recebeu o nome de São Sebastião do Feijão Cru, por volta de 1830.
Distrito em 1941, em 1854, tornou-se Vila de Leopoldina, em homenagem à filha do imperador D. Pedro II. Sete anos depois, foi criado o município de Leopoldina. pela Lei 1.116 de 16 de outubro de 1861.
A cidade logo se incorpora ao ciclo do café. O trabalho febril nas propriedades era feito pelos negros, de início, mas logo começam a chegar os imigrantes europeus para trabalhar nas construções, nas trilhas. À derrubada em massa de florestas juntam-se as lavouras .Os trilhos da estrada de ferro vieram trazer, a partir de 1877, um impulso ao desenvolvimento da cidade, facilitando o escoamento da sua produção cafeeira e favorecendo a industrialização.
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